Peça do curso de teatro do Liceu Claudio Santoro é selecionada pelo Itaú Cultural

‘Estrelas Cor de Sangue’, do curso de Laboratório Teatral, é o primeiro espetáculo do Liceu a fazer parte de uma mostra do instituto, que será realizada em São Paulo

Com direção de Elizeu Melo e texto de Wilas Rodrigues, a peça “Estrelas Cor de Sangue” está entre os 14 projetos selecionados para compor, em 2019, a programação da mostra “a_ponte – Cena do Teatro Universitário”, que acontece em São Paulo e é promovida pelo Itaú Cultural.

A obra é encenada pelos alunos do curso de Laboratório Teatral do Liceu de Artes Ofícios Claudio Santoro – Unidade Magdalena Arce Daou, e narra a história de três crianças sírias – Felipe, Alice e Davi, que lutam pela própria sobrevivência em meio à guerra, enfrentando desafios causados pelos conflitos. A performance tem como proposta levar o público a vivenciar e conhecer os dois lados de uma guerra que já perdura oito anos.

O professor do Liceu, Elizeu Melo, revelou como foi o processo de criação do espetáculo. “O aluno Wilas Rodrigues me passou o texto, escrito ainda este ano e, então, resolvi montar a peça com a turma, composta por 17 pessoas, em um trabalho de dramaturgia coletiva. Também passamos dois meses fazendo a pesquisa sobre as crianças da Guerra da Síria”. “Estrelas Cor de Sangue” estreou em julho deste ano e já passou pelos Centros Estaduais de Convivência da Família, teatros e outros espaços culturais por meio do Projeto Circula Liceu. “O espetáculo teve uma grande repercussão em questão de público e crítica. Estamos muitos felizes por representar o Amazonas neste evento e por termos sido aprovados entre os projetos submetidos, ficando entre os 14 selecionados”, disse Elizeu Melo.

A diretora do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, Fátima Souza, afirmou que a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) tem investido nas montagens dos professores e alunos, possibilitando, por meio de novos projetos, que os espetáculos circulem pelos espaços culturais e que o público conheça o que está sendo feito no Liceu. “Além de ser uma Escola de Arte, o Liceu também trabalha a formação cultural, investindo na profissionalização da cena cultural e apoiando os trabalhos autorais, como este, escrito pelo nosso próprio aluno”.

A gerente do Centro Estadual de Convivência da Família Magdalena Arce Daou, Arylanne Batista, destacou que a apresentação do espetáculo na Mostra representa o crescimento de um trabalho que vem sendo realizado há três anos. “Tecnicamente, a equipe do Centro de Convivência passou a oferecer uma estrutura teatral e procurou se aprofundar na estética, no texto e na leitura dramática, procurando sempre atender às necessidades dos alunos e professores. Tudo isso também refletiu na aprovação do espetáculo para compor a programação do Itaú Cultural”.

O secretário de Cultura, Denilson Novo, ressaltou a importância do Liceu Claudio Santoro para difusão e formação cultural no Estado. “O Liceu descobre novos talentos todos os anos e ajuda na formação de centenas de estudantes que são aprovados em vestibulares nos cursos de dança, música e teatro de nossas universidades. Ficamos muito felizes e gratos por este reconhecimento nacional, que só atesta o quanto o Liceu precisa ser preservado e ampliado em nosso Estado”.

A mostra ‘a ponte – Cena do Teatro Universitário’ acontecerá de 24 de janeiro a 3 de fevereiro de 2019, na sede do Itaú Cultural, em São Paulo.

Sinopse e Ficha Técnica – “Qual sua guerra interior ? Qual sua guerra pela sobrevivência, pelo amor e pela arte?” Partindo deste processo criativo de perguntas, surge a história real-ficção de Alice e Felipe, crianças da guerra, da chacina, da favela e de qualquer lugar do mundo.

A montagem da turma de laboratório teatral do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro – Unidade Magdalena Arce Daou – não te levará a um só lugar, mas, sim, a vários lugares que o corpo e o coração queiram navegar.

“Estrelas cor de sangue” vem pra instigar, pulsar e rever as emoções mais intrigantes do público. A montagem traz, em sua concepção cênica, o teatro físico do absurdo e do oprimido. É um brinde com sangue e pureza sobre o olhar frio da sociedade, sobre o viver e sobreviver.

Direção: Elizeu Melo
Dramaturgia e cenografia: Wilas Rodrigues
Sonoplastia: Bianca Gomes
Pesquisa Musical: Gabriel Ricardo
Iluminação: Renan Solano

Elenco: Hellen Canto, Gabriel Ricardo, Matheus Nobre, Nathy Diniz, Ely Lima, Will Porto, Raí Richelo, Manoel Messias, Kelly Beleza, Cris Jardim e Marcos Santini

FOTO: DIVULGAÇÃO/SEC

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